Trixmix On Fire

A Dialeto Social Media acaba de lançar uma ação interativa para o evento Trixmix Cabaret. Foi desenvolvido um aplicativo no qual o usuário envolve em chamas a imagem capturada por uma webcam. As 10 melhores imagens ganharão ingressos para o evento, que acontece dia 2 de julho, em São Paulo.

A ação está concentrada no hotsite Trixmix On Fire e o aplicativo pode ser embedado em blogs.


Anúncios Gráficos no Orkut geram polêmica

Recentemente, o Orkut começou a exibir anúncios gráficos na página inicial da rede social. O formato é um retângulo de 250×250 pixels. Entretanto, o que causou mais surpresa e discussão foi a recente mudança de posição: agora são exibidos no topo direito, acima da listagem de amigos.

orkut-inicio

Pesquisando sobre a repercussão da mudança, cheguei a um tópico do Fórum de Ajuda do Google. Aberto por um funcionário do Google, anunciava a mudança de posição e pedia comentários. Já são 60 que mostram que a vida de quem trabalha na área vai continuar a ser difícil por muito tempo. Os comentários envolvem pedidos de liberação de envio de mensagens para todos os amigos (aka spam) e solicitações de eliminação da publicidade. É uma lista enorme de comentários que mostram um desconhecimento geral dos modelos de negócios que mantem os serviços web como Orkut. Alguns dos comentários mais prosaicos:

Sinceramente o Gooogle é incansável. No inicio houve publicações que pelo menos neste serviço estariamos livres de propagandas. Agora pelo visto, a gana de ganhar mais, masi e mais… pareceu perder o controle e resolveu ceder pela popularidade e colocar anuncios” (sic)

Mas, entre o prosaico de alguns comentários podem ser encontradas considerações interessantes, que resumem o incomodo.

Não quero estes anúncios no lugar de meus amigos, eles são mais especiais que estas porcarias de publicidade, meus amigos são primordiais para mim, por isso gostaria de remover estes anúncios ou poder colocá-los, num lugar mais abaixo, de preferência no final da página.” (sic)

A rede de amigos é o núcleo de qualquer rede social. Prejudicar seu posicionamento para exibir os anúncios gerou toda essa revolta entre  alguns heavy users da rede social, e estes comentários falam muito sobre a rede social e os desejos de seus usuários.

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Newsweek e a crise financeira

NewsweekA Notícia: Newsweek, revista tradicional norte-americana, corta uma edição do mês de agosto. O Motivo: a dificuldade de captação de anúncios publicitários.

A dificuldade de manutenção da mídia impressa já é algo que estamos acompanhando a um certo tempo. A migração de leitores para as versões digitais de revistas e jornais é significativa e, junto com eles, vão os anúncios publicitários, que buscam estar onde a audiência se faz presente em maior concentração. E, para complicar, veio a crise financeira no ano passado. O menor custo e a migração de leitores fez com que, na crise, a mídia impressa perdesse investimentos publicitários para meios digitais.

A revista Newsweek, que tem 76 anos de vida, vai deixar de publicar uma edição no mês de agosto, sendo que isso só acontece três vezes no ano, nas semanas do Natal, da Independência dos Estados Unidos (4 de julho) e uma em agosto (período de férias de verão). Além disso, o porta-voz da revista anunciou a redução da circulação de 2,6 milhões para 1,5 milhão de exemplares mensais.

A Newsweek passou por uma reformulação em maio. Novo projeto gráfico e o foco mudou para as colunas e características narrativas, dando um teor mais analítico, se aprofundando em assuntos cotidianos e não se preocupando em somente dar novas notícias.

A mídia impressa está em um momento frágil. E, ainda, perdendo leitores e anunciantes fica ainda mais difícil de sobreviver nessa digitalização dos meios. Pode-se dizer que é um momento de desafios. Quem faz parte do gerenciamento desses meios mais tradicionais, precisa entender o que está acontecendo e ir, aos poucos, se inovando e tentando penetrar e se adaptar a esta era digital que está acontecendo a sua volta. Para isso, vale tudo. Um exemplo de mídia impressa que conseguiu se inserir no mundo digital para que sua marca se tornasse mais conhecida e familiar entre o público jovem, foi o caso de rejuvenescimento do Grupo Estado.

limao.com.br

O grupo percebeu que estava precisando conquistar o público jovem, que não se identificava com a marca. Para isso, criou uma rede social, Limão, e, atrelado a ela, aconteceram promoções que envolviam vídeos online e ainda integrou os outros portais ao mesmo destino: a rede social Limão. Com essa ação, o Grupo Estado conseguiu 500 mil cadastros no período de um ano e triplicou o índice de page views.

No meu ponto de vista, o fato é que se a mídia impressa não se mexer e procurar aprender como tudo isso está funcionando e tentar se aliar a esses novos meios ao invés de enxergá-los como seus inimigos, ela poderá, aos poucos, sucumbir e daqui algumas gerações, a mídia impressa pode se tornar uma lenda.

Coca-Cola lança seu novo conceito

Ontem, dia 14 de junho, no intervalo do programa Fantástico da Rede Globo, a Coca-Cola lançou seu novo slogan, “Abra a Felicidade”, que substituirá “Viva o lado Coca-Cola da vida”, lançado em outubro de 2006. A campanha terá, neste início, dois vídeos para TV, ações na internet, mídia exterior e cinema. A campanha anterior foi muito bem sucedida, contribuindo para o crescimento da marca no Brasil, ampliando a identificação do brasileiro com a marca, fazendo com que o Brasil se destacasse com o maior índice de amor à ela entre todos os países do mundo.

“O convite da marca se refere à capacidade que cada um de nós tem de encontrar motivos para ser feliz, independente do contexto. Poucos povos no mundo fazem isso melhor do que os brasileiros, assim como poucas marcas no mundo podem falar de felicidade com tanta propriedade como Coca-Cola”, segundo Ricardo Fort, diretor de Marketing da marca na Coca-Cola Brasil. Essa nova campanha será uma continuação da anterior, renovando o otimismo associado a marca desde sua criação, há 123 anos.

A campanha terá, no site oficial, conteúdos interativos como wallpapers, ringtones e emoticons. O single “OPen Happiness”, composto por artistas revelados pelo MySpace como Cee-lo Green, Brendon Urie, Patrick Stump, Janelle Monáe e Travis McCoy, também estará disponível.

O vídeo que lançou a campanha neste domingo é uma animação onde insetos armam um plano para tomar a Coca-Cola de uma pessoa distraída. Como os vídeos de campanhas anteriores da Coca-Cola, ele traz o uso da imaginação para uma situação do cotidiano. O vídeo se chama “Furto”. O segundo vídeo, a ser lançado ainda, chama-se “Biblioteca” e mostra dois jovens estudando. Porém, quando um deles mostra seus desenhos ao outro as imagens ganham vida, apelando novamente para o uso da imaginação.

Como se percebe, a Coca-Cola busca, em suas campanhas, uma aproximação de seu público. Sendo de forma direta, como num vídeo da época do slogan “Sempre Coca-Cola”, seja se aproximando do público que gosta de video games, através de seu comercial que traz o personagem e o cenário do game GTA, em que o jogador atropela e mata pessoas (mas no comercial ele toma Coca-Cola e fica bonzinho), seja numa situação cotidiana, como a paquera, por exemplo (vídeos no final do post). A marca sempre procura se associar ao otimismo e felicidade e se aproximar cada vez mais de seus consumidores através de suas campanhas. E tem conseguido atingir essa meta e manter esse relacionamento conquistado.

A campanha global com o conceito “Open Happiness” foi elaborada pelos escritórios dos Estados Unidos e da Holanda da agência Wieden + Kennedy e aqui no Brasil contou com o desenvolvimento da Ogilvy & Mather Brasil.

Microsoft Project Natal e Digital Signage

Nesta semana, um dos assuntos que geraram buzz na internet foi o mais novo invento da Microsoft, o Project Natal. Introduzido no show de Steven Spielberg, o sistema Natal pretende oferecer jogos com a tecnologia “controller-free gaming”. Mas afinal, como isso funciona? O Natal capta o movimento do corpo em 3D, respondendo aos comandos, direções e até mesmo uma mudança de emoção em sua voz. Ou seja, um sistema composto por um notável senso de controle e imersão.

Além disso, os sensores do Project Natal podem reconhecer faces através de características específicas como olhar, por exemplo, e não apenas reagir às palavras-chave de comando. O dispositivo tem nove polegadas de largura e é composto por uma câmera RGB, um sensor de movimentos – semelhante ao sensor bar do Wii - e um microfone.

Inicialmente, a ênfase da indústria será na criação de games para o console XBOX 360, que utilizará essa tecnologia. Porém, já existe uma tímida iniciativa que visa aproveitar as potencialidades do Natal em ações publicitárias que utilizam Digital Signage (Sinalização Digital). Empresas de mídias digitais e agências publicitárias apostam, cada vez mais, em campanhas que trabalham estrategicamente a informação,  a publicidade e o entretenimento atrelados a sistemas interativos. Nesse contexto, o Project Natal oferece algumas vantagens para o Digital Signage, tais  como: a) facilitar e auxiliar a medição de audiência e os check-ins através dos sensores de reconhecimento. b) oferecer entretenimento através de campanhas interativas e imersivas.

Confira, abaixo, alguns vídeos demonstrativos do Project Natal:

Social Media Brasil: Mesa sobre Aplicativos Sociais

Antes do surgimento das mídias sociais como hoje existem, a internet já trouxera algumas coisas mais maravilhosas: digitalização e facilidade da comunicação. O prelúdio é só pra dizer: não pude ir ao Social Media Brasil mas, graças a Eliane Geek já pude assistir a mesa que eu mais queria ver.

Chamada “A importância dos widgets na Social Media“, a mesa sobre aplicativos sociais foi coordenada por Tahiana D’Egmont (Mentez) e contou com as participações de Eduardo Thuler (Google), Samuel Vignoli (StudioSol), Vítor Prado (HiperSocial) e Gilberto Jr. (Amanaiê).

Este último foi responsável por abrir a mesa explicando o que são aplicativos sociais. Junto às últimas discussões (mas não vi a parte das perguntas) foi um ponto alto. O Gilberto Jr. utilizou algumas metáforas interessantes, que podem ajudar a explicar o que são redes sociais e aplicativos sociais para quem não está mergulhado no assunto. Esta primeira parte pode ser vista abaixo:

#SMBR Debate Sobre APPs de Social Media - Parte 1/3 de Eliane Geek no Vimeo.

Gilberto Jr. comparou a internet à uma cidade. É um lugar potencialmente “hostil”, no qual o usuário não sabe se está em segurança. Mas a internet é uma cidade sem “ruas” definidas. Quando alguém faz um site ou hotsite, precisa “fazer as ruas” para levar o usuário até lá. Redes Sociais seriam shoppings: um lugar onde as pessoas se encontram para conversar e interagir. E aplicativos sociais seriam algo como lojas de um shopping: lugares onde você pode mostrar seu produto/marca sem precisar levar o usuário a outro lugar.

Na segunda parte, depois que o Eduardo Thuler fala de uma especificidade dos aplicativos sociais, que é o acesso à rede de amigos e as implicações disso na distribuição, o Gilberto Jr. usa outra metáfora interessante, dessa vez para falar sobre o papel do capital social na distribuição de conteúdo nas redes sociais.

Depois, Tahiana pergunta o que funciona melhor? Nessa parte as respostas de cada um já começam a divergir, uma vez que os modelos de negócio das quatro desenvolvedoras ali representadas não é o mesmo. O StudioSol, por exemplo, é mais um “veículo”, uma “mídia” para exibição de anúncios, enquanto a Amanaiê faz aplicativos sob encomenda para marcas.

#SMBR Debate Sobre APPs de Social Media - Parte 2/3 de Eliane Geek no Vimeo.

Em seguida, a discussão chega ao bendito banner. Aí, as opiniões divergem novamente, também em parte por causa dos modelos de negócio. Nesta terceira parte acontece a inevitável pergunta par Thuler:  “o que você pode revelar sobre o que o Google está preparando?”. Ele desconversa, é claro, e fala sobre a futura integração com o Google Friend Connect, por exemplo.

#SMBR Debate Sobre APPs de Social Media - Parte 3/3 de Eliane Geek no Vimeo.

Enfim, esses foram só alguns pontos que destaquei. Assistam os vídeos para entender tudo melhor, valem a pena. O evento agora mantem um hotsite com a cobertura: slides, vídeos, posts, tweets etc. Visite também o perfil Vimeo da Eliane Geek, que já tem também os vídeos de: Cuidado com a marca e alinhamento das campanhas on-line e off-line e do Case “Surpresa” da Doritos.

Mapa das Agências Digitais (Versão Parcial)


Olá Pessoal, aqui quem fala é Ernani. Gostaria de me desculpar pela minha ausência, estive em procura de trampo e isso atrapalhou um pouco. A boa notícia é que consegui um! É com muito orgulho que falo para vocês que agora eu faço parte da Equipe da Dialeto Social Media. Gostaria de agradecer todos aqueles que me ajudaram com indicações, ao entrevistadores que foram bacanas e especialmente a minha namorada Ísis Miyaoka que me deu forças do começo até o fim.

Para poder marcar esse momento fiz a linha da Dialeto. Todas as outras agências irão entrar ainda essa semana.

Internet Marketing Roadshow dá aula de como NÃO usar mídia social

internet-marketing-imrs-on-twitter-06-06-09h-edi

Tweet do dia 06-06, aproximadamente às 6h. Captura realizada no mesmo dia às 9h.

O tweet do evento Internet Marketing Roadshow se refere ao fato de eu ter twittado o seguinte: @imrs disse: ‘Usuário de mídia social é otário’ #imrs“. Não, eles não disseram isso com todas as palavras. Mas fizeram sentir-me um otário. E não fui o único. Vamos ao começo de tudo:

O evento

Evento realizado por algumas agências afiliadas à ADBA, o Internet Marketing Roadshow me empolgou assim que soube da sua realização. Cheguei até a escrever aqui, ansioso, antes da hora. Infelizmente, o valor de inscrição revelou-se bem alto. Pobre estagiário que sou, não poderia pagar tal valor por um evento que ia ter tantas palestras com as próprias agências, apesar da presença do meu ex-professor, o genial Cláudio Cardoso, de Emerson Calegaretti, Gil Giaderlli e outros nomes de peso.

Porém, comecei a acompanhar os vídeos, fotos e twitter do evento. Participei das promoções, repassando os tweets do @imrs para ver se conseguia uma inscrição.

As “promoções”

Aconteceu uma primeira promoção via twitter que propunha que os que retwitassem concorreriam a inscrições. Muitos retwittaram, o resultado foi dado vários dias depois e a colega @jamillebarbosa foi ao evento.

Em dois de junho, duas(!) promoções abaixo. A primeira, via Twitter, usava o mecanismo comum de sorteio entre quem retwitta o texto com link.

internet-marketing-imrs-on-twitter-twitter_com_imrs-edi

Eu e outros conhecidos e desconhecidos retwittaram, esperançosos de ganhar uma inscrição e poder comparecer ao evento: @tarushijio, @isisfm, @lolaaraujo@elvinho e @tatyalbertazzi por exemplo. Seguidores somados, ultrapassam em muito os seguidores do @imrs.

No Orkut, mais quatro participantes que postaram seus recados na página do IMRS (clique aqui para ver). Aparentemente, era esta a mecânica.

As primeiras lambanças

Esperamos as respostas até o dia do evento. Ainda pela manhã, perguntei. Afinal, o ganhador teria de saber do resultado ao menos antes de o evento começar, não é mesmo? A imagem abaixo foi um dos tweets que enviei no dia 05:

pergunta-a-imrs

 As twitteiras @isisfm e @lolaraujo também perguntaram no mesmo dia, por volta de 13h e 15h:

isisfm-pergunta-05-06-13h-580pxlolaaraujo-pergunta-05-06-15h-580px

Nenhuma resposta. Não entendia porque o twitter @imrs não me respondia, afinal estava online cobrindo o evento e dando notícias. Enviei o seguinte email 05 de junho, cerca de 17h20:

email-para-imrs

A tentativa de redenção(?)

Ao acordar no sábado dia 06, meu Twitterfox me mostrou os últimos tweets, antes que o Gmail carregasse. Fiquei confuso com um reply de um amigo, que também acompanhava o IMRS lá de São Paulo, onde está conferindo o Social Media Brasil. O tweet foi este:

tweet-jorgecdlj

Tweet capturado 06-06 às 16h: tweet postado às 8h.

O Jorge estava comentando o tal tweet do @imrs que abre este post, no qual fala de minha indelicadeza. Fiquei boquiaberto com aquela atitude do @imrs. Então abri meu Gmail e me surpreendi ainda mais.

A lambança final

Os dois textos abaixo são as transcrições completas dos emails que recebi de Allessandro Canella, da Beeweb:

Tarcizio,
A segunda ação pelo Twitter não teve muitos adeptos, por isso acabamos não fazendo o sorteio.
No Orkut ninguém conseguiu encontrar a charada, por isso sem vencedores.
Como você foi um interessado desde o principio, faço o convite para você participar deste nosso segundo dia do evento.
Vá hoje e procure a Renara, informando que eu autorizei sua participação como ganhador pela segunda promoção do Twitter.
Atenciosamente,” -
email recebido 06-06, 05h21

Cara, contemplei você com uma ação, fui ao Twitter e vi sua indelicadeza.
Sinceramente deu vontade de cancelar o convite, mas não vou agir na mesma forma que você.
Atenciosamente,” -
email recebido 06-06, 05h28

 Os negritos são destaques feitos por mim. Sem dúvida, o meu tweet “indelicado” realmente foi indelicado. Mas, de fato, senti que o(s) gerenciadore(s) do twitter do evento me fizeram de otário:
1) Fizeram duas ações sem regras definidas.
2) Natural e legitimamente, obteve mais visibilidade através dos tweets dos participantes.
3) Mas, depois de usar os participantes, os ignorou, não cumprindo o que prometia.
4) Não respondeu os questionamentos de três participantes, um deles perguntando várias vezes.
5) Na manhã do segundo dia do evento, oferece uma inscrição justamente pro participante que fez mais barulho.

O email de Allessandro Canella, ao dizer “não vou agir da mesma forma que você” é ofensivo. De que forma eu agi, Allessandro? Eu apenas queria que o sorteio acontecesse, como foi prometido. Ou os usuários de mídia social não tem o direito de reivindicar seus direitos e sentir-se insatisfeitos?

“Sinceramente deu vontade de cancelar o convite”?? Então quer dizer que é dessa forma que esse profissional age, fazendo tudo a seu bel-prazer com as marcas que gerencia?

Não fui ao evento. O resultado foi dado 2 horas antes do início do segundo dia do evento e particularmente, eu já tinha outros compromissos. E será que foi ética a decisão de dar essa “meia” inscrição justamente para o participante instisfeito que fez mais barulho? O que vocês acham?

É isso, pessoas. Há algo muito errado quando um evento sobre internet marketing faz uma lambança dessas, ignorando fatores indispensáveis para uma campanha ou comunicação online: conversação, atualização, integridade, agilidade, ética e transparência.

Se estas agências digitais estão se permitindo ser representadas dessa forma nas mídias sociais, como que os clientes vão ser convencidos dos potenciais da internet e das mídias sociais? Ou como poderão confiar em agências que fazem esse tipo de lambança?

É mais grave o tal email ter sido enviado por um profissional que é o presidente da ADBA, Associação de Agências Digitais da Bahia. Mau sinal. Fazem parte dessa associação algumas agências que admiro, como a Setweb e a Digiartes, que acredito que repudiem essas atitudes.

Métricas para mídias sociais: padronização do Interactive Advertising Bureau

O IAB - Interactive Advertising Bureau americano acabou de lançar um documento sobre mídias sociais e suas métricas possíveis, assim como a metodologia de análise.

iab-social-media-ad-metrics-and-definitions

Divide mídia social em três sub-categorias: Sites de Mídias Sociais (como Orkut, Facebook, YouTube), Blogs e Widgets & Aplicativos Sociais. Para os primeiros, além das métricas básicas como visitantes únicos, exibições de página, lembra que “instalações” de vídeo (ou incorporações) também devem ser medidas, assim como ações relevantes específicas de cada mídia, que podem ser mensagens, comentários, amigos alcançados,  convites enviados partidas de jogos, etc.

Para os aplicativos sociais, além de instalações, visitantes, exibições de página, também cita, entre outros, longevidade e influência: que é a média de amigos das pessoas que instalaram o aplicativo.

Em blogs, as métricas se complexificam. São três níveis: Tamanho da Conversação, Relevância do Site, Credibilidade do Autor e Atualização e Relevância do Conteúdo.

Essa padronização é importante porque, como diz o próprio documento, estimula o crescimento da área através da consistência dos resultados. Afinal, já passa da hora de abandonar campanhas que dão como resultado apenas cliques. Tanto marketing de buscas via links patrocinados, quanto ações em mídias sociais permitem resultados muito mais ricos.

Então é isso. Todos que trabalham com mídia social podem fazer sua parte para apresentar melhores resultados e apresentá-los de forma correta, para mudar de vez a mentalidade de clientes. Afinal, a forma com que as pessoas interagem, engajam ou ignoram produtos, conteúdo e propaganda é muito mais mensurável na internet.

Mas tampouco se pode tomar essas recomendações como sagradas. E é por isso que podemos discutir através dos blogs e mídias sociais, vejam só. Vamos avançar o debate, porque o IAB Brasil, por sua vez, teve como último documento publicado uma cartilha de SEM. Mas isso não é desculpa pra ficar de braços cruzados, vamos à “luta”!

Sobre o assunto, também merece a leitura o Social Advertising Best Practices (pra evitar besteiras como a da BestShopTV) e, antes desses dois, o User Generated Content, Social Media and Advertising — An Overview lançado ano passado.

Digital Advertising - Dica #5: PR 2.0

Já foi-se o tempo (se é que algum dia existiu) que cada área da comunicação tinha seus limites bem definidos. O blog que apresento é escrito por Brian Solis, presidente da Future Works e se chama PR 2.0 = Public Relations 2.0.

Focado em relações públicas, rende muitas lições para a publicidade.  Ele é autor de The Conversation Prism, um livro que fala sobre relações públicas e  “conversação” através das mídias sociais. O tal prisma é este abaixo:

conversation-prism

Cada abinha se refere a uma modalidade de mídia social, na qual o comunicador tem de entender suas especificidades para que possam ser utilizadas em ações e campanhas. Dá cansaço só de olhar, né? Mas o que importa é a relevância para seu público. Relevância geográfica, econômica, de gênero etc, para a empresa ser “transparente” em relação a seus produtos, serviços, políticas e responsabilidade social.

Também escreve bastante sobre crises de imagem, como a que aconteceu com a Domino’s Pizza, lembrando que vídeo viral não é só bebezinho engraçadinho ou esportista realizando coisas impossíveis, também pode ameaçar uma empresa.

Os posts são longos, mas merecem a leitura. Entre os posts de destaque, recomendo:
- Twitter: Acquisition vs Retention
- The Domino’s Effect
- The Art of Conversation - Thoughts and Observations